Jovem do RJ ganha bolsa para estudar engenharia no Japão

O estudante Pedro Paulo Ferreira da Rosa, de 19 anos, está prestes a trocar o calor e as praias do Rio de Janeiro pelo frio e pelas montanhas do Japão. Ele mora em Engenho Novo, no Rio, e foi contemplado com uma bolsa de estudo do governo japonês para ficar cinco anos no país com as despesas pagas. O embarque deve ocorrer em abril. No primeiro ano do intercâmbio, Rosa vai aprender o idioma na Universidade de Osaka e nos demais vai cursar engenharia mecânica, porém ainda não sabe em qual instituição.

Para conquistar a bolsa, Rosa participou de uma seleção rigorosa que inclui análise de documentos e prova em inglês, aplicada de acordo com a escolha da carreira do candidato. Junto com o resultado positivo da seleção do governo japonês, Rosa soube também que estava na lista dos aprovados do vestibular do Instituto Militar de Engenharia (IME).
"Fiquei em dúvida se estudava no IME ou iria para o Japão, comecei a pesquisar e conversar com um brasileiro que estava lá. Vi que estudar fora do país seria um grande diferencial, além do mais o Japão tem excelência de ensino", diz Rosa.

O estudante concluiu o ensino médio em um colégio militar do Rio de Janeiro. Em 2010, passou no vestibular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas não se matriculou. No ano passado, de olho em uma vaga no IME ou no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Rosa se dedicou ao cursinho. "Estudava de manhã até a noite. Saia de casa às 6h20 e chegava às 22h. Sábado fazia simulados e domingo era o dia de sair e descansar." Para ele, a conquista da bolsa no Japão só foi possível graças a essa preparação. "Caiu física pesada na prova, questões de nível mais avançado. Não iria conseguir, se não tivesse me esforçado."

Fã da cultura oriental, Rosa está cheio de expectativas com a mudança. "Pretendo curtir o máximo, aprender, expandir conhecimento cultura e intelectual, além de ter uma experiência de vida única e conhecer outras pessoas", afirma o estudante.

Rosa pretente trabalhar na área de automobilismo, como engenheiro de carros. Ele quer estudar no Japão, mas voltar para trabalhar no Brasil, porém não descarta a possibilidade de ter de fixar residência em outro canto do mundo, caso surjam boas oportunidades de emprego.

'Várias pessoas, países, culturas'

Jorge Henrique dos Santos Chernicharo, de 26 anos, está no Japão desde abril de 2007, como bolsista. O programa é o mesmo em que o estudante Pedro Paulo da Rosa foi contemplado. Chernicharo se forma no curso de engenharia de computação na Tohoku University, que fica na cidade de Sendai, província de Miyagi, em março. Em seguida, vai emendar o mestrado e pretende retornar ao Rio de Janeiro, sua terra natal, em 2014 para trabalhar como engenheiro em empresas de tecnologia.

"O mais legal de se estudar aqui é a oportunidade de ter contato com várias pessoas de diferentes países, diferentes culturas etc. Você aprende muito sobre o mundo como um todo e sobre o seu país em particular. No Brasil as pessoas tendem a idealizar muito os outros países, mas com o povo estrangeiro é possível aprender que qualquer lugar do mundo tem os seus problemas", afirma. Para ele, é muito interessante ver a calma e disciplina dos japoneses para lidar com os problemas.  "O Japão é um lugar muito seguro, é tudo muito limpo, as pessoas são muito educadas. Não me arrependo um minuto de ter vindo pra cá, adoro essa terra."

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