Deputados tucanos pedem para Haddad esclarecer problemas do Enem na Câmara

O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), e o deputado Vanderlei Macris (SP) irão reapresentar na próxima semana um pedido na comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dosDeputados um pedido de convocação ao ministro da Educação, Fernando Haddad, para explicar aos parlamentares os problemas desta edição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Um requerimento semelhante dos dois tucanos já havia sido apresentado em 23 de agosto, mas foi transformado em convite e aprovado por acordo em 14 de setembro. Diferentemente da convocação, o convite não torna a presença do ministro obrigatória, mas causa mal estar com a base a imposição da ida de um ministro ao Parlamento. A expectativa é que uma nova negociação seja feita para que a convocação seja novamente transformada em convite.

A princípio, previa-se que a audiência com Haddad fosse realizada na próxima quarta-feira (9), mas o ministro já avisou que não poderá comparecer por problema de agenda.

Depois do feriado desta semana, a oposição voltará a pressionar para que Haddad explique os problemas que ocorreram no Enem deste ano e esclareça também as dúvidas relativas à contratação do CESP (Centro de Seleção e Promoção de Eventos), vinculado à Universidade de Brasília para a realização do Enem 2011. O contrato, feita sem licitação, no valor de R$ 372,5 milhões para a realização do Enem 2011 é cerca de três vezes maior ao que foi gasto no ano passado, R$ 128,5 milhões.

Entenda o caso

A Justiça Federal no Ceará decidiu na noite de segunda (31) anular 13 questões do Enem. Segundo o juiz Luís Praxedes Vieira da Silva, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) deve desconsiderar esses itens na hora da correção.

e/6492-387-questao.jhtm?p=87 imgP=6492-387-087b">87, do primeiro dia; 113, 141, 154, 173 e 180, do segundo dia.

Também pelo Twitter, o MEC (Ministério da Educação) e o Inep afirmaram que "consideram a decisão do juiz Luiz Praxedes desproporcional e arbitrária, e vão recorrer em Tribunal de Recife ainda esta semana".


Na decisão, o juiz afirma que anular o Enem somente para os 639 alunos do Colégio Christus, como fez o MEC, "foge da lógica do razoável" e anular para todos "é algo desproporcional e implicaria um grande prejuízo."

"Irmãs Carmelitas Descalças"

"O erro gravíssimo do instituto requerido [Inep] foi não usar questões inéditas no Enem deste ano. As questões do pré-teste jamais poderiam ser utilizadas no ano seguinte, principalmente porque não estavam lidando com instituições comandadas por Irmãs Carmelitas Descalças, e sim por entidades [escolas] com um alto grau de disputa entre as elas, para angariar novos alunos", afirma Silva.

O pedido de anulação total ou parcial do Enem 2011 foi feito pela Procuradoria da República no Estado, após a verificação de que alunos do colégio Christus, em Fortaleza, tiveram acesso prévio a questões do exame. O Inep havia pedido dez dias para se pronunciar, mas a Justiça negou o prazo e concedeu apenas 72h, que terminaram ontem.



Fonte: UOL

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