Com a Fuvest chegando, mantenha a calma

A Fuvest 2012 acontece no próximo domingo (27 de novembro) e para quem acompanha o roteiro de estudos do UOL Vestibular, manteremos um ritmo tranquilo. Recomendamos que se estude até a sexta-feira. Desta vez, aproveite o sábado para relaxar.

Iniciamos esta semana estudando os circuitos elétricos, em Física. O professor Bassam Ferdinian, do Cursinho da Poli, afirma que a probabilidade de questões sobre o assunto é bastante alta na primeira fase. Segundo ele, três tipos de perguntas são mais freqüentes.

O primeiro tipo de exercícios pede para analisar o circuito elétrico. “Será preciso determinar quatro grandezas: intensidade de corrente elétrica, tensão, resistência e potência em cada elemento (resistor) do circuito”, explica. Para calcular tais grandezas, o professor recomenda duas abordagens: aplicar a primeira lei de Ohm no circuito como um todo. “Quando obtiver a corrente elétrica total, aplicar a primeira lei de Ohm em cada resistor”.

A dica é que, conhecendo duas grandezas de cada resistor, é possível calcular as outras duas. Bassam Ferdinian sugere que o aluno monte uma tabela, com uma coluna para cada grandeza: resistência, corrente elétrica, tensão (U) e potência. Preencha a tabela com os valores conhecidos. Tendo duas de cada, para calcular as restantes, basta aplicar a primeira lei de Ohm ou a equação do “piu” (P = i. U).

O professor explica que o segundo tipo de problema que pode aparecer no vestibular pede para calcular o consumo de energia elétrica de um circuito ou o número de aparelhos que pode ser ligado a um trecho do circuito. “Nestes casos, use a expressão P= i . U”, afirma Ferdinian.

“Outro tipo de pergunta bastante tradicional é que pede o cálculo de energia elétrica consumida por determinado aparelho”, explica. Neste caso, fique atento para usar a unidade Quilowatt-hora (kWh) e não joule. “Para usar esta unidade, lembre-se de deixar a potência em Quilowatt e o tempo em horas”.

Água boa

Dos meandros da energia elétrica, passamos às conseqüências da atividade humana sobre a natureza, com foco na poluição da água, estudada pela Biologia.

Os vestibulares podem abordar tanto o impacto na água doce quanto no mar. “Em relação à água doce, estudamos o lançamento de esgoto doméstico e industrial. A decomposição de matéria orgânica leva à eutrofização, que é o enriquecimento da água com nutrientes minerais, que leva à proliferação de algas, causando uma série de problemas, entre eles a diminuição do oxigênio na água e morte de peixes”, explica o professor Luiz Carlos Pellinello, do Curso e Colégio Objetivo.

Lembre-se que a multiplicação das algas em represas e reservatórios chama-se floração das águas.

Outro fenômeno decorrente da poluição de água doce é o desenvolvimento de cianobactérias, que são neurotóxicas e patotóxicas. “No Brasil, já identificamos por volta de 20 espécies. O desafio é fornecer água à população que não contenha tais toxinas”, afirma o professor.

O uso de fertilizantes em lavouras também provoca eutrofização, quando carregados pela água da chuva a rios, córregos e lagos. “Outro ponto é o lançamento de metais pesados, como chumbo e cádmio, prejudiciais aos organismos. Pesticidas aplicados na agricultura também podem ter este efeito, que é cumulativo no organismo”.

No mar, um dos temas abordados no vestibular pode ser o dano causado por derramamento de petróleo. “Outro assunto é o lançamento de metais pesados, que também pode ter efeitos cumulativos. Você pode ingerir certa quantidade de mercúrio ao comer peixe proveniente de área contaminada”, afirma Pellinello.

Continuamos na relação do homem com a natureza, mas desta vez sob a perspectiva da Geografia, que nesta semana estuda a distribuição territorial das atividades econômicas no Brasil. Neste conteúdo, aproveite para fazer uma revisão de assuntos já estudados, como a exploração vegetal e a pesca, os recursos minerais, as fontes de energia e os impactos ambientais, além do modelo energético brasileiro.

“O Brasil está passando por muitas mudanças na organização do espaço. Temos o avanço das fronteiras agrícolas em direção a Rondônia e ao sul da Amazônia. O agronegócio caracteriza-se por alta produtividade e mecanização. No Nordeste, o oeste da Bahia tornou-se um celeiro de cereais (soja, feijão, milho) nos últimos anos”, comenta a professora Vera Antunes, do Objetivo.

O assunto é amplo e exige o estudo das transformações de nosso território. O desenvolvimento da infraestrutura portuária no Nordeste (Suape e Pecém), ferrovias e indústrias modernas, a descoberta do pré-sal no Sudeste (Espírito Santo, São Paulo e Nordeste) e a construção de hidrelétricas na região amazônica são alguns dos tópicos.

A questão energética do Brasil nos ajuda a fazer a transição da Geografia para História do Brasil, que abordará a ditadura militar. Ainda na prova de Geografia você pode encontrar perguntas sobre o tratamento dado ao tema no governo Geisel, em que se destacam o Proálcool, a construção de Itaipu e da usina de Angra, a expansão da Petrobras.

Outra questão interdisciplinar é a transição do Brasil rural para o urbano, que se concretiza durante o governo Médici. As observações são do professor Daily de Matos Oliveira, do Objetivo.

O certo nas provas de história é que alguns pontos específicos da ditadura militar caem. Segundo o professor Oliveira, o AI-2, o bipartidarismo, o “milagre brasileiro” de crescimento com concentração de renda, a anistia e a campanha diretas já são tópicos de destaque. “O AI-5 é o que mais cai. Em função dele podemos dizer que houve ditadura, porque foram retiradas liberdades fundamentais e houve alterações na normalidade constitucional”.

tes no Brasil, ambas pré-socialistas”, afirma o professor. Os temas relacionados a história recente e conjuntura política e econômica entram no campo da geografia.

Para Cuba, vale a mesma lógica. “Os examinadores podem perguntar a relação com o imperialismo norte-americano e a emenda Platt. Sobre o governo de Fulgencio Batista, que antecede a revolução, o ataque ao quartel general de Moncada. Depois da revolução, as medidas de caráter nacionalista e socialista, até a crise dos mísseis”, comenta. O que diz respeito à situação atual pode aparecer em geografia.

Coordenadas

com as coordenadas cartesianas no plano, distância entre dois pontos e coordenadas do ponto médio.

Em Química, esterificação e hidrólise de ésteres são as principais reações orgânicas para o vestibular, de acordo com o professor Rubens Faria, do Cursinho da Poli. Não se esqueça de estudar também as reações de substituição e adição, eliminação, oxidação e redução.

“Nos últimos anos, as questões estão trazendo uma inovação: o aluno tem o modelo da reação no próprio enunciado, de modo a ajudá-lo. Ele precisa interpretar o mecanismo apresentado e reutilizá-lo para resolver o exercício”, comenta o professor.

Para encerrar a semana de estudos que precede a Fuvest, escolhemos a poesia. Antes, dê uma olhada em aspectos da descrição que contribuem para o bom Português, tanto na interpretação como na redação. Fatores como simultaneidade e espacialidade na ordenação dos elementos descritores são importantes neste processo. Mas, claro, não se esqueça de treinar a sua redação.

Em Literatura, a Antologia poética de Vinicius de Moraes, última obra da lista de leitura obrigatória, pode ajudar tornar mais leve o fim desta semana de estudos.

“Dos poetas da segunda geração modernista, Vinicius de Moraes é o mais popular, até por questão da música”, comenta a professora Cristiane Bastos, do Cursinho da Poli. Algumas características essenciais: a seleção de poemas feita pelo próprio autor, a obra dividida em duas fases, temáticas recorrentes (mulher, questão social, morte), obra formada por sonetos, elegias, odes, baladas e poemas e verso livre.

“Na primeira fase, a obra possui uma religiosidade simbolista, mística, cristã, com poemas longos, de um verbalismo turgido”, comenta a professora. Na segunda, Vinicius de Moraes se aproxima do mundo material e mostra sua preocupação social, quando fala da mulher já não tem mais pecado nem culpa.

As apostas para o vestibular são as temáticas sociais e metalingüística. “Como é o terceiro ano em que o livro está na lista, pode acontecer uma abordagem de poemas sobre a mulher. Neste caso, é bom entender as diferenças entre a primeira e a segunda fase”.



Fonte: UOL

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