Qual o contexto geopolítico da Primeira Guerra Mundial?

Iniciamos nossa semana de estudos com uma bateria de exercícios de exatas. Em Física, ondas e fenômenos ondulatórios são conteúdos importantes, mas que não aparecem com muita frequência nos principais vestibulares, de acordo com o professor Takeshi Kanieda, do Cursinho Universitário.

“Basicamente, existem dois tipos de abordagem sobre o tema nos vestibulares. Um deles é entre período e frequência (que não entra exatamente em ondas). Ou as questões trazem gráficos para que o candidato identifique grandezas relevantes da onda, como amplitude, comprimento ou período; a partir daí, é preciso aplicar equação de onda”, explica.

O professor alerta aos estudantes para ter cuidado em identificar um ciclo de onda a partir dos dados fornecidos, para conseguir determinar as variáveis. “Estes são os valores que devem ser utilizados nas equações. É comum aparecer uma sequência de ondas”, recomenda.

Mais geometria plana

Continuamos com a temática de geometria plana, em Matemática. Nesta semana, os estudos concentram-se em ângulos na circunferência e potência de ponto. “É muito específico. Quando cai nos vestibulares, pede o teorema do ângulo inscrito”, comenta o professor Marcelo Carvalho, do Etapa.

Os conteúdos sobre triângulos e semelhança, estudados nas últimas semanas, são importantes para resolver questões sobre ângulos na circunferência e potência de ponto.

Antecedentes da Primeira Guerra

Deixamos por enquanto as disciplinas cheias de cálculos para exercitar a leitura, interpretação e estabelecimento de relações entre fatos e contextos.

Em História Geral, vamos estudar um período histórico muito importante na formação do contexto da Primeira Guerra Mundial, o que faz com que seja cobrado nos vestibulares. “O problema é que os alunos costumam ter aulas muito boas sobre a Revolução Francesa e Napoleão; depois disso, caem num vácuo antes da Primeira Guerra”, alerta o professor Pedro Sérgio Pereira, do Cursinho Universitário.

Segundo ele, este período, que pode ser datado de 1815 até 1914 – posterior ao Congresso de Viena – tem importância para entender os desdobramentos que culminaram na guerra. A orientação do professor é para que os estudantes atentem para as cinco potências econômicas e políticas que se firmaram na Europa, após o congresso de Viena: Inglaterra, França, Rússia, Prússia e Áustria.

ilde; são raras”, afirma o professor, lembrando que as configurações são mais importantes.

Em outras bandas

Enquanto a Europa traçava seu rumo no pós-guerras napoleônicas, a História do Brasil avançava no caminho de efetivação da República. Os anos iniciais do período, conhecidos como República da Espada, são marcados por dois aspectos (em relação às chances de cair no vestibular): na dimensão econômica, o encilhamento; na política, a disputa entre o exército e as oligarquias.

“Na parte econômica, Rui Barbosa tentou emplacar uma política de crédito a empresas, para incentivar a industrialização, o que acabou em crise. No plano político, a transição do governo de Deodoro da Fonseca para Floriano Peixoto foi marcada por tensões armadas, revoltas”, resume o professor Pereira, do Universitário.

Parasitoses

Da história nacional, passamos um campo de estudos que enfatiza problemas de saúde pública tipicamente brasileiros.

Os ciclos de vida dos principais animais parasitas do ser humano e medidasprofiláticas são assuntos de Biologia recorrentes nos principais vestibulares, de acordo com o professor Thales Hurtado, do Universitário. “O tema pode aparecer de diversas maneiras”, comenta.

Para encarar a variedade de perguntas, o professor Hurtado recomenda aos estudantes montarem tabelas contendo nome científico do parasita, como se adquire a doença e a profilaxia. “Protozoários e bactérias podem cair nas provas, mas os mais frequentes são platelmintos e nematelmintos”, afirma. E lembre-se que nem todos os vermes são parasitas.

Transformação, uso e aplicações

A vida cotidiana continua em cena com o assunto de Química desta semana. Iniciamos o conjunto da chamada química descritiva, propondo o estudo sobre hidrogênio, oxigênio, halogênios e amônia.

“Essa parte da Química é importante porque nosso dia a dia está cercado por usos e aplicações de tais substâncias”, afirma o professor Aroldo Silva, do Cursinho Universitário.

As perguntas podem incluir tais aplicações. “O hidrogênio, por exemplo, é utilizado desde na produção de margarinas, até a metalurgia e em combustível de foguetes. Os vestibulares podem explorar sua associação à questão energética, já que é apontado como combustível do futuro, que não polui, mas ainda tecnicamente inviável”, comenta o professor.

Sobre o oxigênio, os principais pontos são sua presença em nossa atmosfera, a característica extremamente reativa do gás e sua forma combinada, como com o ferro, por exemplo, presente na magnetita e na bauxita. “A amônia tem como principal aplicação no uso de fertilizantes. Mas também serve para produção de fibras, plásticos, produtos de limpeza, explosivos”, afirma o professor Silva. A obtenção da amônia pelo processo de Haber-Bosch pode aparecer nas perguntas.

Na família dos halogênios – flúor, cloro, bromo, iodo, e outros – as diferenças são bastante suaves, suas propriedades químicas são bem semelhantes. “O flúor nunca se encontra isolado na natureza. O cloro encontra-se principalmente combinado com o sódio. O astato é o único radioativo deste grupo”, resume o professor.

A aplicação dos materiais é abordada nas perguntas dos vestibulares com base em suas propriedades químicas.

De acordo

De um conteúdo pesado de Química, entramos em Português, com concordância verbal e nominal, que exigem outras formas de estudar.

“Os vestibulares estão muito focados no texto. Não vão aparecer questões para assinalar a alternativa em que há erro de concordância, mas a abordagem será pela interpretação”, comenta o professor Caco Penna, do CPV Vestibulares. Perguntas sobre qual verbo se liga a determinada passagem ou que qualidades (adjetivos) estão relacionadas remetem a este conteúdo.

“Na dissertação, a concordância também é muito importante”, recomenda o professor. Os erros mais comuns de concordância na redação envolvem porcentagem, expressões como “a maioria das pessoas” e casos em que o núcleo está no singular e os adjuntos no plural (Exemplo: o valor dos alugueis de casas e apartamentos está em queda).

Tanta gente

Afinal, somos quase 7 bilhões de pessoas no planeta, o que faz com que o tema população seja consagrado nas provas de Geografia dos principais vestibulares.

Estrutura e dinâmica populacional e o fenômeno da urbanização são tópicos norteadores da abordagem feita nos exames. “Total de população e sua distribuição por áreas podem ser relacionados com a economia, tanto na dimensão de mercado consumidor como mão-de-obra produtiva”, afirma o professor Eduardo Yuji Nagasse, do Cursinho Henfil.

Segundo o professor, a análise da dinâmica de crescimento da população e do equilíbrio em relação à estrutura das cidades serve como diagnóstico social e econômico. A vida urbana, por exemplo, diminuiu o número médio de pessoas por família. Políticas de controle de natalidade, encarecimento do custo de vida nas cidades, desigualdade social, concentração de riquezas, miséria e outros são aspectos que podem ser explorados nas provas.

“O Índice de Desenvolvimento Humano é outro ponto importante deste conteúdo”, alerta Yuji. Os resultados do Censo 2010 e o fenômeno de ascensão da chamada nova classe média ou classe C emergente são atualidades que se relacionam com a parte conceitual e teórica deste conteúdo.

Sem atraso

Nesta semana, nosso roteiro deixou o final bastante leve. O Parnasianismo no Brasil, em Literatura, não costuma ser cobrado nas provas, de acordo com o professor José Luiz Anvalak, do CPV Vestibulares.

“Representou um atraso cultural para a literatura do País, impedindo que as vanguardas literárias chegassem antes. É caracterizado por um excesso de formalismo, fatores que não agradam muito aos examinadores”, comenta. Mas como este tema consta nos programas, a dica do professor é estudar os poemas mais significativos, principalmente Raimundo Correia e Olavo Bilac.



Fonte: UOL

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