Para entender o mundo pós 11 de setembro

Em tempos de turbulências econômicas globais, um dos assuntos de História Geral desta semana cobra maior atenção do que já costuma ter nos grandes vestibulares. A crise de 1929 tem tudo para ser relacionada com os problemas financeiros que o mundo vem enfrentando nos últimos anos.

“As provas não vão perguntar detalhes sobre o que está acontecendo. Os estudantes precisam entender processos, recuperar aquela ideia de Marx de que as crises seriam cíclicas, um defeito congênito do sistema capitalista. E sobre como os governos precisam tutelar a economia”, comenta o professor Daily de Matos Oliveira, do Curso e Colégio Objetivo.

Nas décadas de 20 e 30 do século passado despontam o fascismo, o nazismo, abrindo-se precedente para as experiências de regimes totalitários. “Tais fenômenos aparecem sempre em momentos de crise. No caso, é o período entreguerras, após a I Guerra Mundial, precedendo a segunda”, afirma o professor.

“Outro ponto importante deste período é a Guerra Civil Espanhola”, destaca Oliveira. Trata-se de um episódio complexo, com nomes estranhos e uma conjuntura não tão clara. “Os livros didáticos passam por cima do tema, mas os vestibulares não. Atenção para a interpretação das perguntas”, alerta o professor.

Do mundo para o Brasil

Em História do Brasil, o impacto da crise de 1929 é importante para o estudo da crise da República Velha. “Os problemas econômicos levaram à queda nas exportações do País, o que se relaciona ao enfraquecimento do poder dos cafeicultores”, comenta o professor Oliveira, do Objetivo. Outros fatores que levaram ao fim da oligarquia foram o modernismo e o tenentismo.

Propomos também para esta semana o capítulo sobre a Revolução de 1930. “É importante porque marca a passagem do Brasil agrário para o industrial”, explica Oliveira. Estude também a aliança liberal e a jogada de Getúlio Vargas, de incluir em seu discurso novos grupos da elite, até então excluídos do poder.

Regulagem

Depois de temas intensos e importantes de História, procuramos balancear nosso roteiro. Em Biologia, a reprodução humana tem dois conteúdos com maior incidência: a regulação hormonal nas mulheres e gametogênese.

“Os estudantes devem atentar para o fenômeno da meiose, na formação dos gametas. E a possibilidade de erros neste processo, que levam às síndromes genéticas. São assuntos de conhecimento geral”, comenta o professor Luiz Carlos Pellinello, do Objetivo.

Refração

Da parte de reflexão e refração, em Física, a incidência é maior no fenômeno relacionado às lentes, ou seja, refração. Já difração, interferência de ondas e natureza eletromagnética da luz são pontos muito específicos, que podem aparecer nas segundas fases, de acordo com o professor Eduardo Figueiredo, do Objetivo. “No Enem 2011, por exemplo, caiu uma pergunta sobre difração, mas era apenas teórica, bastante simples e não exigia cálculos”.

Oxigênio na estrutura

Como a parte de Física acabou bem sucinta nesta semana, passamos ao estudo das funções orgânicas oxigenadas, em Química. O conhecimento das funções orgânicas é requisito para estudar química orgânica, mas as diferentes funções não precisam aparecer separadas no vestibular. Esta divisão tem objetivo didático, neste roteiro, para facilitar seus estudos.

“Um teste comum pega um composto qualquer que está em evidência na atualidade e pergunta quais as funções orgânicas que estão ali”, exemplifica o professor Antonio Mario Salles, do Objetivo.

Entre as funções oxigenadas, o professor comenta os álcoois (metanol, etanol ou álcool etílico), sua forma de obtenção e a classificação em primários, secundários e terciários. "Os estudantes precisam saber cada um", afirma.

“Outras funções são os aldeídos e as cetonas, estas últimas bem conhecidas das mulheres, um ótimo solvente para esmaltes”, comenta. No grupo de ésteres está o biodiesel, o que aumenta sua importância. E estude também éteres e ácidos carboxílicos.

Das moléculas às nações

Uma ajuda para estudar a temática de Geografia desta semana vem dos recentes atos em memória dos episódios de 11 de setembro de 2001. “Desde então, o planeta já é outro. Movimentos no mundo mulçumano, a crise econômica e seus desdobramentos nos EUA e Europa mostram as mudanças”, comenta a professora Vera Antunes, do Objetivo.

Todos estes fenômenos estão entrelaçados, na geografia, nos estudos sobre o mundo multipolar (em oposição à bipolaridade EUA/União Soviética do período da Guerra Fria, analisado na semana passada). O Enem 2011 trouxe uma questão que fala sobre a “nova des-ordem mundial geográfica”. A hegemonia dos EUA e os novos pólos do poder mundial, as potências regionais e a organização do poder econômico e político entram nesta temática.

Os blocos econômicos como Nafta e Mercosul podem aparecer nas questões. A professora Vera destaca também a atuação do Brasil. “O País está crescendo em industrializados e se consolida em exportação de commodities”, resume. Os grupos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) também são pontos de atenção.

Espaciais e planos

A dica para resolver questões de geometria métrica, em Matemática, envolvendo cilindros e cones é procurar tornar plana a figura em questão. A sugestão é do professor Eduardo Isidoro, do Cursinho da Poli. De um cilindro, você obterá dois círculos e um retângulo e de um cone, um triângulo e um círculo.

“Cilindros e cones também podem ser entendidos como sólidos em revolução. Se girar um retângulo, você obtém um cilindro, se for com um triângulo, um cone”, afirma o professor.

Procurar triângulos retângulos e aplicar o teorema de Pitágoras é uma opção para responder as perguntas.

Argumentação

Em Português, propomos para esta semana a retomada de atenção a alguns aspectos de textos dissertativos. Procure identificar em suas leituras ou treinar em suas redações estes três tópicos: fato e demonstração, evidências e análise, além de persuasão e argumentação. Não se esqueça de dar atenção à conclusão de seu texto.

Transição para o Modernismo

O processo de transição, em que alguns autores rompem com os parâmetros artísticos e da Literatura vigentes até o século XIX configura o Pré-modernismo no Brasil, que não chega a ser um movimento literário. “É uma época em que aparecem estilos diferentes, mas sempre com alguma inovação. Pode ser a linguagem coloquial, o tratamento da figura do ‘caipira’”, afirma a professora Cristiane Bastos, do Cursinho da Poli.

Lima Barreto (Triste fim de Policarpo Quaresma), Euclides da Cunha (Os Sertões), Monteiro Lobato e Graça Aranha são alguns dos representantes do período.

Para compreender o que acontecerá no modernismo, também é importante estudar a Semana de Arte Moderna de 1922 e o que o evento significou. Aproveite os conteúdos de História deste mesmo roteiro para buscar o contexto e condições em que ocorreu.

As principais publicações relacionadas, de certa forma, ao evento, foram feitas por Manuel Bandeira, Oswald de Andrade e Mário de Andrade. Mas vamos deixar esta parte para a próxima.



Fonte: UOL

0 comentários:

Postar um comentário