É possível para um aluno brasileiro estudar de graça em Yale, diz diretor da universidade

Você, aluno brasileiro, já pensou em fazer uma graduação nos Estados Unidos, mas começou a desistir da ideia quando percebeu que seria muito caro? O diretor acadêmico da Universidade Yale, Peter Savoley, diz que dinheiro não é exatamente um problema para quem quer estudar lá. “Se você não consegue pagar nada, e é admitido, a Yale vai te dar todo o apoio. Sua família não vai precisar pagar nada. Temos vários casos assim.”

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Savoley conversou com o UOL Vestibular na tarde de segunda-feira (3), após participar de um evento em São Paulo sobre a universidade americana. Ele afirma que é alto o percentual de alunos que recebem algum tipo de suporte financeiro da instituição.

“O apoio financeiro chega a 70% [do total dos gastos] para o estudante comum. Para os estrangeiros, é um percentual ainda maior. Algo como 70% dos estudantes internacionais de graduação recebem apoio. Nos programas de PhD, ninguém paga anuidade. Todos recebem bolsa.”

Quem Yale quer?

Mas não basta ter só vontade de estudar lá, diz Savoley. “Yale sempre esteve interessada em educar a próxima geração de líderes mundiais. Essa liderança pode ser exercida em negócios, governo, educação, ONGs. Por isso, estamos sempre procurando obviamente um estudante com alto desempenho acadêmico, mas que tenha interesse, aptidão, motivação em tornar-se um líder.”

O diretor diz que o departamento que cuida das admissões em Yale fica atento ao “extra” no currículo do candidato. “Todos os nossos estudantes têm boas notas, os professores dizem coisas ótimas sobre eles. Mas se o aluno também parece ser um futuro líder, aí está o extra. Procuramos saber se no ensino médio, por exemplo, ele teve papeis de liderança”, afirma.

Entre os estudantes famosos da universidade, estão três presidentes americanos (Bill Clinton, George Bush pai e filho), além de um enorme batalhão de empresários, políticos e vencedores de prêmios Nobel.

Experiência de quem foi

Carolina Cooper, 22, voltou de Yale em maio deste ano, após quatro anos estudando história. Para ela, o melhor foi a “formação multidisciplinar, focada no processo e não tanto no resultado”.

Ela também afirma não ter tido muitas dificuldades para se adaptar à nova cultura. “Morei com uma mexicana, uma grega e um colombiano. Não tive dificuldade. E ainda frequentava o Brazil Club”, conta, sobre um grupo formado pelos estudantes brasileiros da universidade.

Savoley diz que o que realmente interessa para a universidade é um “mix” de culturas. “A ‘experiência educacional’ é aumentada se você tem uma mistura de doméstico e internacional na sala de aula. São estudantes com diferentes históricos, diferentes nacionalidades, e a qualidade das discussões em sala aumenta muito.”



Fonte: UOL

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