Resumo - A Velhice do Padre Eterno - Guerra Junqueira

O resumo de livro serve para você relembrar, rever o que foi lido para a hora da prova. Nada substitui a leitura da íntegra do livro!

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A Velhice do Padre Eterno - Guerra Junqueira

A Velhice do Padre Eterno foi publicada em 1885, mas encontrava-se quase concluída em 1879, tendo a sua composição sido interrompida por motivo de uma doença de quatro anos, conforme o explica autor numa nota colocada  no final do livro.

Nota de Guerra Junqueira no final do livro - Em seguida à Morte de D. João comecei a escrever um novo poema – A Morte do Padre Eterno cujo plano completo, até aos mínimos detalhes, estava de há muito elaborado no meu espírito.

Mas em torno dessa idéia principal germinou um grande número de idéias acessórias, donde nasceu um livro novo, A Velhice do Padre Eterno, coleção de 50 poesias, que são 50 balas, que partindo de diversos pontos, vão todas bater no mesmo alvo.

 Em 1879 estava adiantada A Morte do Padre Eterno e quase concluída a Velhice.

Uma enfermidade de quatro anos sucessivos interrompeu a obra.
Volvendo a saúde, voltou o trabalho. O trabalho nasce espontaneamente da alegria, como um fruto nasce espontaneamente duma flor.

Publico hoje o 1º volume de A Velhice do Padre Eterno. O 2°, já na imprensa, sairá à luz com brevidade. 

No 1º volume predomina a sátira, no segundo, a epopéia. Os dois completam-se. A crítica, só reunida os poderá julgar inteiramente.

Creio, se a saúde me não faltar, que A Morte do Padre Eterno dentro de um ano estará impressa.

E depois de morto D. João e morto Jeová, resta-me ressuscitar Jesus e desagrilhoar Prometeu.

Esse último poema, o Prometeu Libertado, será o fecho da trilogia, o complemento da minha obra.

Terei os anos de vida necessários para escrever esse livro? Não sei; no entanto, rogo a Deus do fundo da minha alma que me deixe terminar com um hino de esperança e de harmonia uma batalha de cóleras e de sarcasmos.

O plano está concebido há muito. A idéia é simples, e creio que bela. A primeira parte é a epopéia do Trabalho, a glorificação de Prometeu pela humanidade e pela natureza.

Na segunda parte, Jesus Cristo, levantando-se do seu túmulo, vem fulminar o abutre e desacorrentar Prometeu.

O herói é libertado pelo santo. A crença e a ciência, a razão e a fé, depois dum combate de milhares de séculos, reúnem-se finalmente numa paz luminosa, numa comunhão indestrutível.

A liberdade de Prometeu significa o desaparecimento de todas as tiranias, e a ressurreição de Jesus, a morte de todos os dogmas. 

Um é a justiça humana, e o outro a aspiração imortal para uma justiça absoluta. O Cáucaso e o Gólgota ficam sendo para a humanidade os dois grandes altares da religião eterna do Futuro.



Fonte: Vestibular1

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