Resumo - Pedra do Sono - João Cabral de Melo Neto

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Pedra do Sono - João Cabral de Melo Neto

                Livro de estréia, reúne poemas curtos, a maioria compostos em versos regulares e branco.

                No símbolo "pedra" temos a obsessão de ordem e clareza que motivará toda a sua produção literária; e em "sono" a poesia ainda  vaga, latente, que o poeta luta para transformar em palavras concretas.

                O poeta busca um caminho poético próprio, oscilando entre a técnica imagística do surrealismo e o intelectualismo de Mallarmé, citado na epígrafe do livro.

                Há possíveis ressonâncias da poética de 1922, identificáveis na captação do cotidiano, na linguagem aparentemente despretensiosa, no estilo coloquial-irônico.

                A crítica, usualmente, alude à aproximação com Murilo Mendes (o surrealismo construtivista na desarticulação do real e nas sugestões oníricas); com Carlos Drummond de Andrade (a estilística da repetição, da redundância, pelo emprego de anadiploses e anáforas); da redundância,pelo emprego de anadipioses e anáforas) e de Mallarmé (o intelectualismo, o gosto da palavra em si).

                O meu pai e minha mãe
                A Willy Lewin
                A Carlos Drummond de Andrade 
                Solitude, récif, etoile....."  Mallermé
 

Noturno

O mar soprava sinos
os sinos secavam as flores
as flores eram cabeças de santos
Minha memória cheia de palavras
meus pensamentos procurando fantasmas
"meus pesadelos atrasados de muitas noites

De madrugada,meus pensamentos soltos
"voaram como telegramas
e nas janelas acesas toda a noite
o retrato da morta
fez esforços desesperados para fugir.



Fonte: Vestibular1

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