Resumo - O Grande Gatsby - Francis Scott Key Fitzgerald

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O Grande Gatsby - Francis Scott Key Fitzgerald

Francis Scott Key Fitzgerald nasceu em Saint Paul, Minnesota (EUA), no dia 14 de setembro de 1896.

Foi o escritor dos anos 20 que mais obviamente sentiu a intensidade da moderna experiência norte-americana em todos os específicos e cambiantes detalhes foi efetivamente Scott Fitzgerald. 

Para muitos de seus críticos ele tem parecido pouco mais do que um cronista, um homem de tal modo imerso na vida social de seu tempo, seu dinheiro, divertimentos, comportamento, modas, no desfiar diário dos detalhes de sua história, que não lhe seria possível afastar-se um passo e refletir sobre ele.

        Em 1924 viajou para a França e começou a trabalhar em O Grande Gatsby (The Great Gatsby), lançado em 1925 e considerado por muitos como sua melhor obra. 

O seu nome evoca-nos uma geração que associamos à lendária idade do jazz, vertiginosa e fútil. 
Fitzgerald pertenceu a essa geração, foi um dos seus arautos. 

O Grande Gatsby é o seu grande romance, talvez porque nele se fundem com rara felicidade essa matéria-prima, a sua própria experiência de vida, e uma linguagem de grande qualidade poética.

É a história de um traficante de bebidas, durante a Lei Seca, que enriquece e busca desesperadamente a ascensão social

A mistura de ironia, arrependimento e prazer lírico, a "perfeita valsa triste" de Gatsby, ainda tem servido de inspiração para muitos escritores.

Analisando apenas as complexas relações entre os personagens deste romance, seus "movimentos verticais" entre o topo e a base da pirâmide social, bem como seus deslocamentos "horizontais" no contexto geograficamente limitado, mas heterogêneo, da cidade de Nova Iorque na primavera de 1922, verificamos que, no que se refere aos fatos enunciados, os papéis feminino e masculino dificilmente se equivalem neste romance. 

Parece inquestionável a predominância das questões masculinas (ou femininas distorcidas). 
Com efeito, é na incompatibilidade e na desarmonia que se baseia toda a trama do romance. 

Contudo, é preciso lembrar que a verdadeira essência e o valor desta obra literária não residem nos fatos narrados: os episódios são raros e, como num instantâneo, ocupam muito pouco lugar no espaço e no tempo. 

O que torna extraordinário este livro é a maneira original com que esses fatos são subjetivamente transmitidos, através da ótica do narrador. 

Cada personagem, cada ação que ocorre no mundo da realidade vem envolto nos sentimentos, reflexões, críticas do narrador, que vão criar um mundo paralelo onde tudo pode fluir ou flutuar. 

Este efeito é obtido pelo uso da linguagem metafórica que remete especialmente aos elementos fluídos da natureza. 

Neste universo composto de fatos da realidade e do seu reflexo, como um espelho, que é a interpretação de Nick (Fitzgerald), a solidez e o peso do elemento masculino são contrabalançados pela fluidez e leveza das imagens - predicados puramente femininos.

A obra é como uma tapeçaria em que os fatos narrados, dispostos linearmente para armar o enredo constituem a urdidura - em que predomina o elemento masculino. 

O fio da narração, porém, é entretecido com as imagens, símiles, metáforas, que compõem a trama conotativa - elemento intuitivo de natureza feminina que é o que confere ao tecido toda a sua riqueza e originalidade. 

Se ambas as funções, masculina e feminina, não coexistissem harmoniosamente ao longo de todo o texto, O Grande Gatsby não seria a obra prima literária que é.



Fonte: Vestibular1

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