Resumo - Lisístrata - Aristófanes

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Lisístrata - Aristófanes

            Lisístrata foi apresentada em 411 a.C., nos últimos anos da Guerra do Peloponeso. Atenas estava em situação crítica: ainda não se recuperara da desastrosa campanha da Sicília (413 a.C.); os lacedemônios (espartanos), acampados a pouco mais de 20 quilômetros, haviam concluído um acordo com o sátrapa persa Tissafernes; e diversos aliados passavam para o lado do inimigo.

             A comédia, um ingênuo mas veemente apelo à paz, tem 1320 versos e foi representada pela primeira vez nas Lenéias sob o nome de Calístrato, o ensaiador da peça. Nada sabemos a respeito da premiação obtida.

Argumento

            As mulheres das cidades gregas envolvidas na Guerra do Peloponeso, lideradas pela ateniense Lisístrata, decidem instituir uma greve de sexo até que seus maridos parem a luta e estabeleçam a paz. No final, graças às mulheres, as duas cidades celebram a paz.

            Curiosidade: Lisístrata, em grego, quer dizer "a que dissolve exércitos"...

Personagens principais

            LISÍSTRATA, CALONICE, MIRRINA. Mulheres atenienses.

            LAMPITO. Mulher espartana.

            CORO DE VELHOS DE ATENAS
   
            CORO DE VELHAS DE ATENAS

            COMISSÁRIO, PRÍTANE. Representantes da Assembléia ateniense.

            CINÉSIAS. Marido de Mirrina.

            FILHO DE CINÉSIAS

            ARAUTO LACEDEMÔNIO

          Participam também diversas outras mulheres atenienses, representantes de Atenas e de Esparta, e vários personagens mudos.

Mise en Scène

            O cenário representa duas casas, a de Lisístrata, de um lado, e a de Cleonice, de outro; ao fundo, os Propileus e a gruta de Pã (cf. Alfonsi).

Resumo da comédia

            A 'Lisístrata' é a mais antiga das comédias de Aristófanes que chegou até nós sem a parábase. A cena se passa em Atenas, na Ática.

            Lisístrata reúne-se, em Atenas, com vizinhas e mulheres de diversas cidades gregas, inclusive Esparta. Para acabar com a guerra, propõe uma greve de sexo e a invasão da Acrópole, onde é guardado o tesouro ateniense. Todas concordam, e a Acrópole é tomada (Prólogo, vv. 1-253). O Coro de Velhos tenta expulsar as mulheres da Acrópole com tochas, mas são impedidos pelo Coro de Velhas (Párodo, vv. 254-386).

            Um comissário, com o auxílio de soldados, tenta prender Lisístrata e entrar na Acrópole, mas as outras mulheres não permitem (1º Episódio, vv. 387-466). O comissário e Lisístrata discutem. 

             Ela expõe as razões pelas quais acredita que as mulheres são melhores que os homens para resolver conflitos; ele afirma que o lugar das mulheres é dentro de casa (Ágon, vv. 467-607). O comissário, furioso, vai encontrar os seus colegas (2º Episódio, vv. 608-613). Os dois coros trocam desaforos e ameaçam enfrentar-se (1º Canto Coral, vv. 614-705).

            Lisístrata explica ao Coro de Velhas os tremendos esforços que tem de fazer para impedir que as mulheres entrincheiradas na acrópole escapem e confraternizem com o "inimigo". 

             Depois de impedir diversas fugas, lê uma profecia que assegura a vitória às mulheres, desde que se mantenham firmes em seu propósito (3º Episódio, vv. 706-780).Os dois coros trocam "delicadezas" novamente (1ª Cena lírica, vv. 781-828).

            Cinésias, marido de Mirrina, vem à cidadela tentar convencer a mulher a voltar. Ela finge concordar, provoca-o bastante e foge para a Acrópole, deixando-o literalmente inflamado de desejo. 

             Aparece então um arauto lacedemônio no mesmo estado, e afirma ao Prítane que veio tratar da paz, pois em Esparta e nas demais cidades todos os maridos estão na mesma situação (2ª Cena lírica, vv. 829-1013).

            O coro de velhos e o coro de velhas atenienses se entendem e fazem as pazes (2º Canto coral, vv. 1014-1042). 

             s representantes de Esparta se encontram com os representantes de Atenas; todos estão tremendamente excitados. Lisístrata aparece, e intermedeia o acordo para a paz (3º Canto coral, vv. 1043-1215). Atenienses e espartanos, reconciliados, comemoram o fim da guerra (3ª Cena lírica, vv. 1216-1320).



Fonte: Vestibular1

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