Resumo - Frei João Baptista D'Almeida Leitão da Silva Garret

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Frei Luís de Souza - João Baptista D'Almeida Leitão da Silva Garret                         

Um pouco de história

                "Em 1578, o rei D. Sebastião desapareceu na Batalha de Alcácer-Quibir. Não tendo deixado herdeiros, houve uma longa disputa pela sucessão. 

                Entre os pre-tendentes estava Filipe, rei da Espanha, que anexou Portugal ao seu império em 1.580. 0 domínio espanhol duraria sessenta anos (1.580 a 1.640). 

                Criou-se nesse período o mito popular do "Sebastianismo", segundo o qual D. Sebastião,  retornaria para reerguer o império português."

                Como a crença se difundisse no período em que  mais intensa foi  a colonização lusa no Brasil (1578-1640), o Sebastianismo criou aqui raízes profundas. 

                Segundo observação de Euclides da Cunha, o homem do sertão brasileiro, em seu isolamento, cristalizou moral e socialmente o espírito peninsular do séc. XVI. 

                Várias manifestações sebastianistas em território brasileiro ocorreram no início do séc.XIX em Pernambuco.

                O movimento de Canudos parece também ter suas raízes no mito sebastianista, pois, ao  que consta , seu líder, Antônio Conselheiro, era  sebastianista convicto:"Em verdade vos digo, quando as nações brigam com as nações, o Brasil com o Brasil, a Inglaterra com a Inglaterra, a Prússia com a Prússia, das ondas  do mar D. Sebastião sairá com todo o seu exército".

                Tais fatos, independentes do lugar ou época em que se registraram, confirmam as palavras de um dos maiores estudiosos do assunto no Brasil. 

                Luís da Câmara Cascudo, quando identifica o Sebastianismo como "sentimento informe e poderoso, que encarna o pensamento coletivo de superação do trágico cotidiano e sua  obstinada esperança na redenção pela presença miraculosa de uma força nacional e querida".

Resumo de Frei  Luiz de Souza 

                Composta  em três atos em prosa, e representada pela primeira vez em 1843 e publicada no ano seguinte, a tragédia Frei Luis de Souza gravita em torno da vida do prosador cujo homem lhe empresta o título. 

                Como se sabe, Madalena de Vilhena e Manuel de Souza Coutinho haviam contraído núpcias, certos de que D. João de Portugal, o marido, desaparecera em Alcácer-Quibir, em companhia de D. Sebastião

                Madalena vivia angustiada com a possibilidade de que o primeiro marido estivesse ainda vivo. Suas angústias eram alimentadas por Telmo Paes, o fiel escudeiro de D. João 

                De fato, ele estava vivo e de regresso a casa, oculto em andrajos de Romeiro. Aterrados, por se considerarem em pecado, os cônjuges buscam redimir-se do involuntário delito tomando o hábito. 

                Durante a cerimônia, Maria de Noronha, única filha do casal, morre a seus pés. 
                A atitude de Manuel de Sousa Coutinho em relação ao domínio espanhol assim como o retorno de D. João de Portugal (associado, evidentemente, ao sebastianismo) inserem-se na temática nacionalista, tão cara aos românticos da primeira geração.

Análise da obra

                Se pelo contrário psicológico e pelo assunto, que é nacional, considera-se O Frei Luis de Sousa uma obra romântica, há inegável vinculação ao figurino da tragédia clássica.

                Os elementos clássicos mais relevantes são: a solenidade; a ação sintética; as personagens, que são poucas e nobres; a sobrevivência do coro; a ausência  de mistura com cômico e a obediência, em linhas gerais, à lei das três unidades (tempo/lugar/ação).



Fonte: Vestibular1

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