Resumo - As Doutoras - França Júnior

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As Doutoras - França Júnior

Em 1906, Artur Azevedo escreveu um artigo sobre o amigo França Júnior, que revelaria a alma do autor: " Aristocrata e fino em Botafogo ou nas Laranjeiras, boêmio na caixa de um teatro, numa alcatéia de pintores ou à mesa de um café, ele brilhava sempre pela conversação, e era um dos mais espirituosos cavaqueadores do seu tempo, o que não o impedia de achar muita graça nos outros, e rir como nunca vi rir ninguém.

No teatro, em noites de enchentes, se o espetáculo era cômico, a sua presença revelava-se por um riso especial, que tinha alguma coisa do canto da cigarra: ci, ci, ci..."

Dramaturgo inventivo, França Júnior figura ao lado de Martins Pena e de Artur Azevedo, como um dos criadores da comédia brasileira. 

Suas peças caracterizam-se por seus personagens ingênuos e caricatos. 

Em sua simplicidade eles levam para a cena uma realidade desconcertante, às vezes até ridícula e trágica, onde fotografam com primor e graça a realidade de uma sociedade em crise.

As doutoras, um dos maiores sucessos do teatro nacional, foi apresentada em 1889 e é considerada uma das melhores peças de França Júnior. 

Comédia satírica e ao mesmo tempo política, aborda a emancipação da mulher e seus interesses profissionais. 

Considerada uma sátira doméstica, onde a pregação "feminista" e "evolucionista" de certas senhoras é irremediavelmente castrada pela circunstância natural de "pertencerem ao sexo frágil", a peça retrata com muito humor a figura dos tipos de França Júnior que estão em sincera busca por uma realização social. 

São elementos de uma pequena e média burguesia que padecem dos vícios e virtudes próprios de uma classe em crise existencial.

Como o texto de As doutoras não teve edição em vida do autor, e a primeira publicação foi da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, em 1932, sem indicação da fonte, o texto aqui apresentado é o estabelecido por Edwaldo Cafezeiro, que se baseou na edição de 1932 e num manuscrito apógrafo.



Fonte: Vestibular1

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