Resumo - Alexandre e Outros Heróis - Graciliano Ramos

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Alexandre e outros heróis - Graciliano Ramos

Em 1944, compendiando estórias coletadas do folclore alagoano, Graciliano entrega ao seu público o livro Histórias rias de Alexandre, reunindo as fanfarronices de um típico mentiroso, nos depois aproveitadas pelo humorista Chico Anísio no personagem "Pantaleão".

Esta obra foi reeditada postumamente, em 1960, com o titulo Alexandre e outros heróis.

Contos brasileiros que nos falam de um homem cheio de conversas, meio caçador e meio vaqueiro, alto, magro, já velho, chamado Alexandre, que vivia antigamente no sertão do nordeste. 

Tinha um olho torto e falava cuspindo a gente, espumando como um sapo-cururu, mas isto não impedia que os moradores da redondeza, até pessoas de consideração, fossem ouvir as histórias fanhosas que ele contava. 

As impossíveis histórias de Alexandre pertencem ao folclore do nordeste; mais que uma criação literária, são de valor antropológico. 
A mulher, Cesária, fazia renda e adivinhava os pensamentos do marido. 

Tinha sempre uma resposta na ponta da língua e estava sempre pronta a completar a narração do marido. 

E eles não brigavam, não discutiam. Alexandre era homem de posses miúdas e Cesária nada possuía. 

Os outros personagens viviam todos na orla da mendicância declarada, flutuando entre a magia e a arte popular sem preço, indivíduos marginais, inofensivos, não integrados em nenhuma atividade produtiva. 

E as histórias que Alexandre conta ao seu público humilde têm um traço comum: são inverossímeis. 

Só poderiam acontecer no âmbito da ficção. Por trás de Alexandre, locutor das histórias, há o narrador, uma figura cuja identidade muito se discute, disfarçado na figura do seu personagem.

A Primeira Aventura de Alexandre, História de uma Bota, Uma Canoa Furada e A Doença de Alexandre contém motivos conjugados da superioridade e da imunidade de Alexandre. 

Em O Olho Torto de Alexandre, ele narra as circunstâncias que o fizeram vesgo, amplificando-as com um fator suplementar: vê melhor pelo olho defeituoso. As outras histórias configuram um animal excepcional: História de um Bode, Um Papagaio Falador, Um Missionário, História de uma Guariba e Moqueca

Aparece, também, o objeto excepcional, verificável nos três contos restantes: O Estribo de Prata, O Marquesão de Jaqueira e A Espingarda de Alexandre

Tem-se, assim, nesses relatos, dois níveis bem nítidos e que se opõem com clareza: o nível real e o sonho, feito de compensações, no qual o real é superado e, por força do contraste, salientado. 

Enfim, este é um livro irônico, bem humorado, escrito inicialmente para criança, mas no qual os adultos acham ainda mais graça. 


Conheça outra versão de resumo desta obra


Fonte: Vestibular1

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