Metabolismo energético é tema com grande incidência

a este gás. Em outras palavras, saber fazer a ligação desse assunto com o efeito estufa.”

A dica do professor Edson Futema, do Cursinho da Poli, é que os alunos atentem para a função e importância das mitocôndrias - organelas responsáveis pela energia n a célula, no processo de respiração aeróbica celular. O professor Silvio Higa, do Rio Branco, sugere que o aluno não deve perder tempo com detalhes desses processos, como glicólise, ciclo de Krebs, cadeia respiratória, NAD, FAD...

Segundo Futema, do Cursinho da Poli, outro ponto importante é entender a teoria endossimbiótica das mitocôndrias. O estudante também deve lembrar da herança mitocondrial nos seres humanos. “Todas as nossas mitocôndrias vieram da mamãe, isto é, do óvulo e, assim, de geração em geração,” ressalta Futema.

Quanto à fermentação, o professor Futema afirma que os vestibulares costumam exigir seu entendimento como recurso de obtenção de energia mais simples, comparado com a respiração, apesar do saldo energético menor. Em questões com viés de aplicação prática do tema, pode aparecer a importância econômica dos fungos fermentadores. “Os levedos são muito usados nas indústrias de panificação, bebidas, queijos, iogurtes e também na produção do álcool combustível (etanol), a partir da fermentação da cana-de-açúcar,“ diz o prof. do Cursinho da Poli.

Crise econômica e democracia

O roteiro de História Geral traz o primeiro tema da Antiguidade Clássica: a Grécia Antiga. Nas próximas semanas, veremos Macedônia, seguida por Roma. Dado o volume de conteúdos neste tópico, lembre-se que os principais vestibulares tem exigido de seus candidatos a análise do processo histórico que envolveu um determinado período ou fato: Como ocorreu? Quais foram os principais agentes? Ocorreram mudanças? O que não sofreu modificação? Quais foram as consequências? E esqueça a "decoreba”. A orientação é do professor Elias F. de Amorim Jr., do Cursinho da Poli.

A partir deste conjunto de perguntas, procure estudar os vários períodos compreendidos na chamada Grécia Antiga: pré-homérico, homérico, arcaico (hegemonia de Esparta e Atenas), período clássico (guerras médicas ou greco-persas) e helenístico, elencados pela professora Bruna Renata Cantele, coordenadora da área de História do Colégio Rio Branco. "Normalmente, aparecem mais perguntas sobre os períodos clássico e helenístico, porque são momentos em que os gregos se envolveram em guerras", afirma a profª Bruna.

Os exames que buscam contextualizar as questões podem pedir para relacionar um evento atual – como as manifestações e greves ocorridas na Grécia devido à crise econômica atravessada pelo país nos últimos anos – com o período clássico, uma comparação com o exercício da cidadania na época, exemplifica o prof. Elias.

Da Europa para o mundo

“A temática da crise feudal e da expansão marítima é o ponto de ligação daquilo que hoje chamamos de História do Brasil com a européia”, explica o prof. Elias. Daí a necessidade de estudar o contexto dos ciclos da navegação que resultaram na formação do País.

Segundo a profª Bruna, do Rio Branco, um dos principais temas é o mercantilismo, política econômica dentro do regime absolutista, no contexto do renascimento das cidades, da formação da burguesia e da busca de novas fontes de comércio e ouro, que levaram às grandes navegações.

Incidência e direção

O tema da composição de forças, em Física, é comum nos exames. “Problemas tradicionais de mecânica recorrentes em todos os vestibulares são aqueles que analisam o movimento (ou não) de corpos sujeitos à ação de forças, sob o olhar da segunda lei de Newton (conhecida como Princípio Fundamental da Dinâmica – PFD), que estabelece uma relação entre causa (no caso, as forças) e efeito (aceleração)”, explica o prof. Bassam Ferdinian, do Cursinho de Poli.

Ele dá uma dica importante para a resolução de problemas: lembre-se que existem duas direções nas quais as forças devem aparecer: a paralela (ou tangencial) ao movimento e a perpendicular (ou normal) a esta.

Atenção para questões que envolvem um plano inclinado (rampa), nas quais ele orienta a decompor a força peso (estudada na semana passada).

Quanto às máquinas simples, alavancas são pouco abordadas nos vestibulares. Mas vale registrar uma dica. “O segredo deste instrumento está na rotação”, diz o prof. Ferdinian. Sobre polias (roldanas), guarde que as móveis diminuem pela metade a intensidade da força necessária para erguer um objeto.

Em Química, iniciamos o tema das ligações atômicas. “É um conteúdo longo, sempre caem questões sobre ele. Os tipos de ligações são muito importantes para explicar as propriedades dos compostos”, afirma o professor Antonio Mario Salles, do Objetivo. Neste roteiro, veremos as ligações iônicas, covalentes e metálicas. O tema terá continuidade na próxima semana.

“É uma ferramenta importante para estudar as funções orgânicas e compostos inorgânicos. As perguntas podem se referir, por exemplo, a polietileno, cloreto de sódio e ouro.”

Clássico português

Embora um dos principais autores da língua portuguesa, Camões não faz parte da lista de obras obrigatórias da Fuvest e Unicamp, o que diminui suas chances de cair na parte de Literatura. “Pode ocorrer alguma questão sobre interpretação de textos (figuras de linguagem, por exemplo), ou, quiçá, uma comparação com os sonetos de Vinicius de Moraes, os quais fazem parte da lista obrigatória deste ano”, afirma a professora Cristiane Passos, do Cursinho da Poli. A dica é estar atento também para a estrutura do soneto clássico em comparação com o moderno.

“Seria interessante saber escandir os versos (fazer a contagem das sílabas poéticas, tema de questão do vestibular de 2009/2010)”, completa Cristiane.

Já os conteúdos de Gramáticaartigos, numerais e pronomes – do roteiro desta semana trazem uma série de detalhes que costumam cair nas provas. “As classes ou categorias gramaticais adquirem funções diversas no contexto das frases em que são empregadas. Algumas delas têm sido com maior insistência objeto de questionamento nos vestibulares”, afirma o professor Roberto Juliano, do Cursinho da Poli. Ele cita o exemplo das palavras “a” e “o”, que podem ser artigos ou pronomes.

Quanto aos artigos, são frequentes perguntas relacionadas a seu papel na derivação imprópria, aqueles casos em que uma palavra normalmente usada como adjetivo torna-se substantivo ao ser precedida pelo artigo. “Observe a frase: contemplar o belo é alegrar os olhos”, exemplifica Juliano.

“Os pronomes têm sido protagonistas de questões relacionadas com a coesão, economia vocabular e estilo dos textos. Por último, vale lembrar que as diversas funções das palavras se e que nunca são esquecidas pelos examinadores,” alerta.

Dureza

Em Geografia, elementos da economia e da vida cotidiana podem ser englobados no estudo da natureza e origem das rochas. “No Brasil ocorrem importantes derrames basálticos no centro-sul, que deram origem ao solo de terra roxa, um dos mais férteis do país”, explica o professor André Luiz Guibur, do Cursinho da Poli. Daí a importância de compreender os minerais constituintes e diferentes tipos de rocha, bem como a classificação em ígneas (vulcânicas), sedimentares e metamórficas.

O granito, muito usado na construção civil, também pode aparecer em questões envolvendo o estudo das rochas. Lembre-se de sua origem magmática (ígnea).

Provas com questões mais abrangentes podem aludir ao ciclo das rochas, devido aos diferentes processos envolvidos. “Trata-se do conjunto de fenômenos naturais que originam e transformam as rochas. Essa dinâmica está relacionada a fenômenos geológicos, como a tectônica de placas e o vulcanismo, a fenômenos meteorológicos, ao ciclo da água e à gravidade, portanto, a um conjunto de forças internas e externas do planeta.”

A escala do tempo geológico deve ser considerada nos estudos por contemplar os períodos em que se originaram formações importantes. Um exemplo são as jazidas de minerais metálicos, como as do Quadrilátero Ferrífero e da Serra dos Carajás, no Brasil, no Proterozóico.

Fôlego

A Matemática da semana traz assunto muito presente nos vestibulares: funções do 1º e 2º graus. Segundo o prof. Eduardo Izidoro Costa, do Cursinho da Poli, as provas de física também exigem este tipo de cálculo, como movimento uniforme ou uniformemente variado.

Para o prof. Costa, questões aplicáveis ao dia a dia estão relacionadas com o conceito intuitivo de função que o aluno deve entender – como uma relação de dependência entre variáveis. “Já a parte formal, como definição, domínio, imagem, etc., além de também aplicáveis em problemas reais pode ser cobrada sem necessidade de contexto. Questões assim costumam assustar por serem carregadas de notações ‘feias’ que parecem algo extremamente complicado.”

Para não se assustar, é necessário dominar - saber ler, escrever e traduzir - todo este “matematiquês” empregado nos enunciados, sugere Costa.

Outra recomendação é saber interpretar gráficos, que têm alta incidência nos grandes vestibulares. “Eles estarão presentes, não só nas exatas, mas em qualquer parte da prova. Prepare-se! Os gráficos dos jornais e revistas não devem passar despercebidos nas suas leituras diárias! Analise-os sempre.”



Fonte: UOL

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