Resumo - A Mulher que Escreveu a Bíblia - Moacyr Scliar

O resumo de livro serve para você relembrar, rever o que foi lido para a hora da prova. Nada substitui a leitura da íntegra do livro!

mais livros exigidos

» 

c

                Moacyr Scliar, 63 anos, é médico e escritor. Gaúcho de origem judaica, vem produzindo ao longo de sua vida uma obra vasta que vai do romance ao ensaio, traduzida para doze idiomas e adaptada para o cinema, o teatro e a TV. 

                Publicou entre outros a coletânea de contos "A orelha de Van Gogh", ganhadora do prêmio Casa de Las Américas e os romances "Sonhos tropicais" e "A majestade do Xingu", baseados nas vidas de Oswaldo Cruz e Noel Nuttels respectivamente.

                Tema: Último romance escrito por Scliar e lançado no final de 1999, A mulher que escreveu a Bíblia reúne o que há de melhor no trabalho desse escritor cujo texto é marcado pela leveza, fluência e imaginação. 

                Em sua trama bem urdida, misturam-se sem cerimônia erudição e escracho, sagrado e profano, História e ficção, sublime e ridículo, religião e sexo. Para escrevê-lo, Scliar baseou-se na hipótese do crítico norte-americano Harold Bloom de que uma mulher teria sido a autora da primeira versão da Bíblia, escrita no século X aC. 

                A trama, que envolve um terapeuta de vidas passadas charlatão e apaixonado por sua paciente, leva-nos numa viagem aos esplendores do reinado do sábio rei Salomão em Israel, a cujo harém acaba de chegar uma mulher feia, apaixonada e - coisa incomum para a época - letrada. 

                Será ela a narradora dessa história repleta de ação, aventura, paixão e intriga. 

                Diversão garantida pelas hilariantes versões de episódios bíblicos, tratados com originalidade e irreverência rejuvenescedoras pelo talento de uma dos maiores representantes de nossa literatura.

            Trecho: "Bastava-me o ato de escrever. Colocar no pergaminho letra após letra, palavra após palavra, era algo que me deliciava. 
                Não era só um texto que eu estava produzindo; era beleza, a beleza que resulta da ordem, da harmonia. 
                Eu descobria que uma letra atrai outra, essa afinidade organizando não apenas o texto como a vida, o universo. O que eu via, no pergaminho, quando terminava o trabalho, era um mapa, como os mapas celestes que indicavam a posição das estrelas e planetas, posição essa que não resulta do acaso, mas da composição de misteriosas forças, as mesmas que, em escala menor, guiavam minha mão quando ela deixava seus sinais sobre o pergaminho."
(p.41)



Fonte: Vestibular1

0 comentários:

Postar um comentário