Resumo - À Margem da História - Euclides da Cunha

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À Margem da História - Euclides da Cunha

Em 1909, ano da sua morte, é publicado postumamente Á Margem da História, que reúne o melhor dos estudos dedicados à Amazônia. 

Compõe-se de quatro partes: Na Amazônia, Terra Sem História (7 capítulos, sobre essa região), Vários Estudos (3 capítulos, assuntos americanos), Da Independência à República (ensaio histórico) e Estrelas Indecifráveis (crônica). 

O livro apresenta, bem nítidas, quatro constantes da personalidade cultural de Euclides: o cultor da língua e verdadeiro esteta da linguagem, o ensaísta e o humanista brasileiro. 

Não há preciosismo no falar euclidiano; há, sim, o rigorismo da palavra exata. 

Seu vocabulário riquíssimo, técnico e profissional quando necessário, era-lhe o instrumento próprio para captar todas as sutilezas da realidade e expor o logicismo de seu raciocínio de investigador e a lucidez do intérprete. 

Nas palavras densas, carregadas de emoções e evocações, dispostas numa estruturação sintática de ritmo veemente, que se torna frêmito de vida e poesia, temos a própria autenticidade de Euclides, numa linguagem que é bem tropicalmente brasileira, no transbordamento fenomenológico de formas, sons, calor e luz. 

Se em Os Sertões ele foi mais improvisado e por isso mais grandiloqüente e espetacular, em Á Margem da História está mais equilíbrio e maturidade. 

O capítulo Judas Ahsverus (que nasceu inteiriço como um bloco de beleza) continua sendo uma das melhores páginas da língua portuguesa. 

O espírito científico de Euclides, sempre estudando e sumariando os assuntos (formado na juventude conforme o espírito da época), dado a hipóteses e prefigurações muitas vezes discutíveis, extravasa-se na insopitável vocação ao ensaísmo, exigindo-lhe conhecimentos e pesquisas, para que se torne mais lúcido, mais penetrante, melhor intérprete. 

Por isso achamos que há necessidade de uma iniciação cultural para se sentir e compreender Euclides. Não estranhamos ser ele um escritor pouco popular. 

Sua irrefreável tendência à interpretação fisiológica dos fenômenos naturais mostra-se através de uma vibração romântica e idealística, fazendo surgir, dos algarismos e teorias, sua figura inigualável de artista. 

Euclides é inesgotável. Por mais que se queira defini-lo e caracterizá-lo, ainda se descobrem novas veredas e magníficas perspectivas que escaparam à delimitação... 

Seu tema central é a pátria e a gente brasileira. Seu nacionalismo mais se prende à preocupação do bem comum e da denúncia das estruturas desequilibradas de nossa sociedade. 

Já de algum tempo era sua intenção escrever um "segundo livro vingador".

Em À margem da história se encontram páginas literárias em que ficaram impressas as marcas inconfundíveis do seu estilo, a objetividade das conclusões, oriundas sempre da observação direta da realidade enfocada e de análises percucientes e honestas, expostas com a coragem de um escritor participante, que só tinha compromissos com a verdade.



Fonte: Vestibular1

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